quarta-feira, agosto 02, 2006

9. ARMILA PRIMEIRA

NOVA VIDA PARA A C P L P
A propósito da VII Cimeira - II (conclusão)

(... continuação)

Acreditemos, então, que a CPLP (enquanto organização) e os governos dos países que a integram, desenvolvem (efectivamente) esforços, por forma a atingir, até 2015, os objectivos a que se obrigaram nesta Cimeira de Bissau. Acreditemos que, por vezes, os políticos cumprem o que prometem.
Não se esqueçam, meus senhores, que para atingir a meta que marcaram, é necessário implementar medidas e cumprir programas. Então que fazer? Os senhores sabem, mas como até hoje têm deixado a CPLP adormecida numa cama dura, nomeio-me a mim próprio Embaixador da Boa-Vontade, apontando alguns caminhos que levem a pobre da "Bela Adormecida" a acordar e a movimentar-se livremente.
É imperioso e urgente, seguir o exemplo da França (com os seus liceus franceses e institutos frnceses espalhados por todo o mundo) e impôr a Língua Portuguesa em todo o mundo, avançando paralelamente com actividades culturais, dentro da CPLP, mas sobretudo fora dela, com embaixadas culturais, divulgando a nossa música, a nossa pintura, a nossa literatura, a nossa escultura, as nossas danças (dança moderna, aproveitando os bailarinos que sairam da Gulbenkian). A CPLP deve fazer um acordo com a União Europeia, no sentido da livre circulação dos seus produtos, numa verdadeira abertura dos dois mercados. A CPLP deve lutar pela livre circulação de pessoas, numa primeira fase, entre os países membros da CPLP e depois estabelecer um acordo com a União Europeia, para que os cidadãos da U.E. e da CPLP possam circular livremente. Deve a CPLP (tal como se faz na Europa: Produzido/Fabricado na EU) criar um símbolo de Produzido/Fabricado na CPLP. Com isto, estaremos a contribuir para o desenvolvimento, sobretudo dos países africanos e de Timor.
Só enriquecendo os países se pode acabar com a fome. E Portugal pode ajudar, sobretudo Timor e os países africanos, a desenvolverem-se. Assim o queiram os nossos empresários, internacionalizando as suas empresas. Angola já está a dar bons passos nesse sentido. Mas, por exemplo, Moçambique, que há muito entrou em estabilidade política? Onde está a presença dos empresários portugueses? Estão a abrir caminho para a colonização económica e linguistica, por parte da Inglaterra...
Dir-me-ão que isto são tarefas difíceis. Mas para isso é que os senhores são políticos. Talvez fosse de aproveitar a oportunidade de à frente da União Europeia estar um cidadão português...
É tempo de arregaçar as mangas e actuar.
acs

terça-feira, agosto 01, 2006

8. ARMILA PRIMEIRA

NOVA VIDA PARA A C P L P
A propósito da VII Cimeira - I

No passado dia 17 de Julho, teve lugar em Bissau a VII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
No final dos trabalhos, José Sócrates declarou que Portugal duplicará o número de professores de Português na Guiné-Bissau, bem como a criação duma rede de investigação integrada na Associação das Universidades de Língua Portuguesa. São dois pontos fortes que importa realçar. Resta saber se se concretizam. Também resta saber se duplicar o número de professores de Português na Guiné é suficiente. A dúvida aqui fica...
Das decisões assumidas na Cimeira destacam-se: 1) ACABAR com a fome e REDUZIR a pobreza nos países da CPLP ATÉ 2015; 2) REDOBRAR os esforços para que o acesso à saúde e à educação cheguem a TODOS os cidadãos do espaço lusófono; 3) ADOPTAR POLÍTICAS, pelos países de acolhimento e que integrem os imigrantes nos seus planos de desenvolvimento social e económico; 4) CONTROLAR os fluxos migratórios, COMBATER a imigração ilegal e CRIAR regras de circulação dentro do espaço da C P L P.
Será que alguém acredita nisto? Será que os próprios signatários da Cimeira, pensam alguma vez pôr em prática aquilo que assinaram? Não quero ser ave de mau agoiro, mas a prática política leva-me a ter muitas (todas) dúvidas. Penso que isto mais não é do que uma declaração de boas intenções para os orgãos de informação. Por outro lado, os vários governos, per si, não têm sido capazes (entenda-se competentes) de pôr em prática tais políticas. A organização CPLP, por seu turno, não tem competências nem meios para levar a cabo tais objectivos. Em 2008 a nova Cimeira da CPLP terá lugar em Portugal. Nessa altura cá estaremos para fazer o balanço.
Como já tenho dito em várias ocasiões e em diversos locais, como na 1ª ARMILA DO ASSOBIO (Que é feito da CPLP?) é urgente pôr a CPLP nas mãos de pessoas competentes e dedicadas, mas também é imperioso dotar a Organização de meios e atribuir-lhe competências. Decidiram criar a figura dos Embaixadores da Boa-Vontade. Mas eu interrogo-me: que poderão estes fazer, mais do que declarações bem intencionadas? Ou vão entrar em conflito com a CPLP ou com os seus governos?
(continua...)
acs