NOVA VIDA PARA A C P L P
A propósito da VII Cimeira - II (conclusão)
(... continuação)
Acreditemos, então, que a CPLP (enquanto organização) e os governos dos países que a integram, desenvolvem (efectivamente) esforços, por forma a atingir, até 2015, os objectivos a que se obrigaram nesta Cimeira de Bissau. Acreditemos que, por vezes, os políticos cumprem o que prometem.
Não se esqueçam, meus senhores, que para atingir a meta que marcaram, é necessário implementar medidas e cumprir programas. Então que fazer? Os senhores sabem, mas como até hoje têm deixado a CPLP adormecida numa cama dura, nomeio-me a mim próprio Embaixador da Boa-Vontade, apontando alguns caminhos que levem a pobre da "Bela Adormecida" a acordar e a movimentar-se livremente.
É imperioso e urgente, seguir o exemplo da França (com os seus liceus franceses e institutos frnceses espalhados por todo o mundo) e impôr a Língua Portuguesa em todo o mundo, avançando paralelamente com actividades culturais, dentro da CPLP, mas sobretudo fora dela, com embaixadas culturais, divulgando a nossa música, a nossa pintura, a nossa literatura, a nossa escultura, as nossas danças (dança moderna, aproveitando os bailarinos que sairam da Gulbenkian). A CPLP deve fazer um acordo com a União Europeia, no sentido da livre circulação dos seus produtos, numa verdadeira abertura dos dois mercados. A CPLP deve lutar pela livre circulação de pessoas, numa primeira fase, entre os países membros da CPLP e depois estabelecer um acordo com a União Europeia, para que os cidadãos da U.E. e da CPLP possam circular livremente. Deve a CPLP (tal como se faz na Europa: Produzido/Fabricado na EU) criar um símbolo de Produzido/Fabricado na CPLP. Com isto, estaremos a contribuir para o desenvolvimento, sobretudo dos países africanos e de Timor.
Só enriquecendo os países se pode acabar com a fome. E Portugal pode ajudar, sobretudo Timor e os países africanos, a desenvolverem-se. Assim o queiram os nossos empresários, internacionalizando as suas empresas. Angola já está a dar bons passos nesse sentido. Mas, por exemplo, Moçambique, que há muito entrou em estabilidade política? Onde está a presença dos empresários portugueses? Estão a abrir caminho para a colonização económica e linguistica, por parte da Inglaterra...
Dir-me-ão que isto são tarefas difíceis. Mas para isso é que os senhores são políticos. Talvez fosse de aproveitar a oportunidade de à frente da União Europeia estar um cidadão português...
É tempo de arregaçar as mangas e actuar.
acs