terça-feira, agosto 01, 2006

8. ARMILA PRIMEIRA

NOVA VIDA PARA A C P L P
A propósito da VII Cimeira - I

No passado dia 17 de Julho, teve lugar em Bissau a VII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
No final dos trabalhos, José Sócrates declarou que Portugal duplicará o número de professores de Português na Guiné-Bissau, bem como a criação duma rede de investigação integrada na Associação das Universidades de Língua Portuguesa. São dois pontos fortes que importa realçar. Resta saber se se concretizam. Também resta saber se duplicar o número de professores de Português na Guiné é suficiente. A dúvida aqui fica...
Das decisões assumidas na Cimeira destacam-se: 1) ACABAR com a fome e REDUZIR a pobreza nos países da CPLP ATÉ 2015; 2) REDOBRAR os esforços para que o acesso à saúde e à educação cheguem a TODOS os cidadãos do espaço lusófono; 3) ADOPTAR POLÍTICAS, pelos países de acolhimento e que integrem os imigrantes nos seus planos de desenvolvimento social e económico; 4) CONTROLAR os fluxos migratórios, COMBATER a imigração ilegal e CRIAR regras de circulação dentro do espaço da C P L P.
Será que alguém acredita nisto? Será que os próprios signatários da Cimeira, pensam alguma vez pôr em prática aquilo que assinaram? Não quero ser ave de mau agoiro, mas a prática política leva-me a ter muitas (todas) dúvidas. Penso que isto mais não é do que uma declaração de boas intenções para os orgãos de informação. Por outro lado, os vários governos, per si, não têm sido capazes (entenda-se competentes) de pôr em prática tais políticas. A organização CPLP, por seu turno, não tem competências nem meios para levar a cabo tais objectivos. Em 2008 a nova Cimeira da CPLP terá lugar em Portugal. Nessa altura cá estaremos para fazer o balanço.
Como já tenho dito em várias ocasiões e em diversos locais, como na 1ª ARMILA DO ASSOBIO (Que é feito da CPLP?) é urgente pôr a CPLP nas mãos de pessoas competentes e dedicadas, mas também é imperioso dotar a Organização de meios e atribuir-lhe competências. Decidiram criar a figura dos Embaixadores da Boa-Vontade. Mas eu interrogo-me: que poderão estes fazer, mais do que declarações bem intencionadas? Ou vão entrar em conflito com a CPLP ou com os seus governos?
(continua...)
acs

1 comentário:

Anónimo disse...

A CPLP envolve vários países, que falam a mesma língua.Se todos se comprometeram a defender os itens assinalados neste blogue, espero sinceremente que os levem por diante.Todos eles são importantes não só para cada País membro, enquanto País, mas sobretudo para as respectivas populações.