HELDER PROENÇA
Helder Proença nasceu em Bolama a 31.12.1956. teve formação académica em Portugal ainda nos tempos em que a Guiné era uma colónia portuguesa. Foi professor do Ensino Secundário, mas cedo se viu "obrigado" a entrar na política, tendo sido Presidente da Câmara Municipal de Bissau e deputado à Assembleia Nacional. De todas as ex-colónias portuguesas de África, a Guiné foi a que menos se desenvolveu e onde o analfabetismo melhor se instalou. Daí a grande falta de quadros dirigentes e o estado calamitoso em que ainda hoje se encontra.
Helder Proença, tal como os poucos escritores guineenses, sentiu a necessidade de avançar para a criação dum sistema literário nacional. A sua obra poética é marcada pelo período pós-colonial que, na Guiné levou consigo até aos dias de hoje a chancela de guerra de libertação e de independência.
Na linha da tradição da poesia de Amílcar Cabral, a poesia de Helder Proença mistura o humano com o político, pelo que o tema do amor não se limita ao ao binómio homem/mulher, mas abrange também o amor do Povo pela Pátria nascente. Em "Não Posso Adiar a Palavra" (1982) Helder Proença divide a obra em três partes, mas por todas elas passam os temas da africanidade e da identidade nacional duma Guiné nascente. O seu discurso é por isso de oralidade radical, militante e aparentemente pouco transparente.
A escolarização do Povo Guineense é uma batalha de Helder Proença. Mas as suas armas são fracas, por isso cabe a Portugal e à CPLP darem-lhe um exército de professores e as armas dos livros. OS PROFESSORES PORTUGUESES QUE LÁ ESTÃO, ESTÃO A FAZER UM TRABALHO NOTÁVEL. MAS SÃO TÃO POUCOS PARA AS NECESSIDADES DAQUELE POVO.
acs
3 comentários:
Gostei de saber das boas intenções deste autor em procurar fazer a alfabetização da Guiné-Bissau. Que as ajudas não faltem aos dirigentes que apostem nesta ideia.
Obrigada pelos seus contributos, nesta Armilar que se deseja coroada de êxitos.
M.Helena
Alfabetização em qualquer País que dela precise, é de dinamizar e ajudar. Que o Governo da Guiné e a CPLP façam algo urgentemente.
De facto somos poucos, os professores portugueses que aqui estamos a ajudar os nossos colegas guineenses, mas fazemos o nosso melhor.
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