ÁRVORES DO ALENTEJO
Horas mortas... Curvada aos pés do monte
A planície é um brasido...e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam, desgrenhadas,
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram,
Em vão, remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca in Charneca em Flor
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
5 comentários:
É bom voltar a recordar os nossos autores Portugueses. Parabéns
Poema lindo, que é bom recordar, mas que nos faz lembrar a praga dos incêndios. Que os políticos o leiam e tomem providências. A prevenção contra os incêndios passa pelo cultuivo da terra e não pelo abandono.
Parabens
Mª João Canelas - Barcelos
Felicito-o pelo serviço que está a
prestar. Passei "revista" a todas
as ARMILAS. Gostei. Mas recordar este poema sensibilizou-me bastante. Faz sentir a seiva da vida e lembrar T.de Chardin pela pena que sentia por a Presença Real, descida ao interior das espécies e do Mundo,ainda não
ser próxima de todos nós.
Your website has a useful information for beginners like me.
»
Very pretty site! Keep working. thnx!
»
Enviar um comentário